• Senryu

Macross Frontier (F).

Publicado originalmente em Makai Knights em 06/06/2009

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Quando decidi trazer post antigos do meu antigo Blog, eu defini pra mim mesmo como missão que eu não só os traria aqui, mas que adicionaria mais informações e que tornaria cada análise melhor! Em alguns não se tem muito o que mexer, mas em outros como neste aqui de Marcoss Frontier, se tem muito espaço por uma seire de fatores como este foi o primeiro review que fiz e nossa como: ele não tinha informações da franquia, ia muito direto ao ponto e tinha pouco conteúdo; então esperando não ser chato, resolvi consertar isso dando toneladas de informações da franquia e do Macross F em si; só posso esperar que gostem dessa análise e que lhes seja bem útil.


Então vamos por partes da franquia Macross; e olha que isso vai ser longo e bem complicado! Mas vamos do começo! Tudo começa na Universidade de Keidai em 1980 quando três amigos apaixonados por Gundam (Shoji Kawamori, Hiroshi Onogi e Haruhiko Mikimoto, aliás curiosidade extra todos eles em épocas diferentes já contribuíram com a franquia Gundam) se juntam num clube chamado Gunsight One e resolvem começar a escrever e desenhar sua própria ficção espacial, só que com o tempo (1982) surge uma oportunidade dourada quando Kawamori começa a trabalhar no Studio Nue como estagiário e oferece a fã novel que estava fazendo aos seus empregadores, a reação do Studio Nue? Contratar imediatamente Kawamori, Onogi e Mikimoto pra lapidarem os conceitos pra apresentar pra investidores e eles conseguem isso logo no primeiro que bateram a porta (a Tatsunoko vê grande potencial por causa dos temas e da riqueza do universo proposto, mas pra garantir ela procura outros associados pra garantir o investimento pesado é como vão ver mais a frente, isso vai causar alguns problemas...) e com isso ainda em 1982 nasceu Macross (que teve 39 episódios), que gerou uma segunda "revolução" na ficção dos animes (não só agora se tinha mais elementos de confronto "humano" e o espaço se estabelecendo como temas, mas agora "incorporar" musica é um cuidado com os romances na produção, se tornaram tendências graças a Macross).


O que nos leva agora a como Macross foi parar no Ocidente e como toda a confusão de direitos começou, em 84 se fez a primeira tentativa de se comercializar Macross no ocidente, só na época a única interessada foi a Revell (marca de modelismo que existe até hoje!) que adicionou Macross a sua linha Robotech Defenders (aliás essa linha tinha duas outras series envolvidas: Super Dimension Century Orguss e Fang of Sun Dougram, a linha teve até quadrinhos da DC, mas foi cancelada a HQ na segunda edição, porém podemos dizer ajudou a linha ter um sucesso moderado), até que já em 84 conseguiram finalmente um parceiro americano com a produtora Harmony Gold, só que nesse primeiro momento surgiu um problema; lembram da Revell? a Tatsunoko naquele contrato se comprometia a que tudo que fosse comercializado da serie Macross teria que ser chamado de Robotech no ocidente, isso acabou dando numa ligeira briga que terminou num acordo intermediado pela própria Tatsunoko em que tornou a Revell em sócia, mas eles teriam que usar o nome Robotech pra série; só que mais uma problema surgiu durante os oferecimentos a emissoras, ela não conseguia nenhum contrato de exclusividade, pois as emissoras na época estavam mais interessadas em reprises ou animações longas que pudessem preencher boa parte da programação (isso leva a uma rápida explicação sobre o mercado americano; hoje essa lei é um pouco mais flexível; mas por lei séries com 50 ou menos episódios só podiam ser vendida pra uma única empresa e isso causava um preço bem alto de venda, mas series com mais de 70 episódios podiam ser vendidas pra várias emissoras, desde de que fossem sindicalizadas por isso o nome desse "processo" de venda sindicalizada), então a Harmony Gold teve uma "ideia genial!", contratar uma sala de roteiristas, modificar os diálogos de três series: Macross, Genesis Climber Mospeada e Dimensional Cavalary Southern Cross e transformá-las numa grande serie que poderia ser vendida a emissoras sindicalizadas, além do atrativo de uma narrativa que acompanhava gerações (o texto criava uma narrativa por três gerações), o que na época no USA estava em moda e disso nasceu a "Robotech Saga" (muito da decisão de criar esse "Frankentein", nasceu do fato da Tatsunoko e do Studio Nue não poderem entregar em um ano 50 episódios, então a Harmony Gold deu o seu "jeitinho") e daí nasceu um grande sucesso, uma "nova franquia" e também começava um festival de fracassos, trapalhadas, processos diversos na justiça e brigas com a Tatsunoko é o comitê de produção do anime; mas vamos fazer uma lista disso tudo e das falhas da Harmony Gold porque acho mais divertido é acho que facilita a vida de vocês.

  • Ao fazer o contrato com a Revell eles descobrem uma "pequena falta" nos direitos...o Valkyrie (jato principal da franquia), não estava incluso no contrato, ele foi licenciado pra um empresa de brinquedos japonesa que quebrou em 83; só que sabem o que ocorreu em 84? A Bandai e Hasbro compraram os direitos de todo e qualquer brinquedo transformável que pudessem, numa ação pra proteger a marca e a patente dos Transformers é no meio disso eles compraram os direitos de um certo Valkyrie no meio de direitos de uma empresa falida..., a Harmony por duas vezes processou a Hasbro e no round 1, ganhou a ação que proibiu a Hasbro de vender por um tempo qualquer brinquedo com o nome Jetfire e qualquer coisa que tivesse aparência de um Valkyrie, só que na mesma sentença o juiz proibiu o uso do molde POR QUALQUER EMPRESA!!! Que legal time!!! O nosso advogado não pensou nisso e estamos proibidos de fazer brinquedos do veículo chave da nossa franquia! Isso até teve um round 2, na época em que a Hasbro pra promover o quadrinho GI Joe Vs Transformers, eles lançaram um jato com as cores do Jetfire e foram processados de novo...o resultado...o juiz remeteu o processo ao Japão que liberou o uso do nome Jeitfire pela Hasbro, a proibição da Harmony Gold de entrar na justiça de novo por este mesmo assunto e a devolução de todo e qualquer design e molde das series Macross a Tatsunoko, Studio Nue e a fundação fundada no vigésimo aniversário pra cuidar dos direitos de Macross.

  • A cada cinco anos eles tinham que por contrato tentar (ponha muita ênfase no tentar!!!) fazer produções originais ou adaptadas, mas isso no começo não era um problema pois Robotech fez um sucesso estrondoso na América e eles foram atrás de mais material só que a Tatsunoko estava receosa em que estrago eles poderiam fazer e adicionaram novos termos (que são desconhecidos até hoje, mas em teoria, eles só poderiam pegar material adicional de Macross só com autorização deles, mas em troca ganhavam diretos nas Américas e na Europa sobre a marca, repassar royalties a Tatsunoko de produtos ligados e de representa-la legalmente; coisa que os japas vieram a se arrepender disso no futuro); a primeira tentativa nesses novos termos? Adquirir o filme Do You Remember Love? (que resume a serie) com a intenção de alterar os diálogos e fazer cenas novas pra se situarem após a serie e com isso "fazer uma continuação" é a Tatsunoko foi contra, mas ofereceu uma alternativa, eles poderiam fazer um filme que seguisse essa linha de "continuação" e ofereceram o apoio da Cannon, mas todo o texto de Do You Remember Love? tinha que referenciar a serie e ser algo acontecendo durante o Macross original; a solução pra esse problema? Simples lançar dois filmes sendo um cumprindo o que Tatsunoko pediu...(chamado Codename: Robotech só pondo um trecho do nosso protagonista querendo desvendar o sumiço do Macross após os eventos da serie e isso se passando como se fosse um inquérito militar...; o que meio que indiretamente os fez descumprir o contrato!?) e fazer um outro filme com o método de sempre...pegar coisas de outro anime e modificar o texto pra fazer sentido com Macross...(no caso o anime escolhido foi Megazone 23) e fizeram uma seção de teste do filme pra Cannon que mandou o mais inacreditável dos comentários..., esse filme não cobria os nossos parâmetros de qualidade da empresa (só lembrando alguns "filmaços" deles: Guerreiro Americano 4, American Ninja 5, Desejo de Matar 3 e pra não dizerem que sou "hater" fizeram Mestres do Universo e Stallone: Cobra) e que precisava de mais ação no final e que teriam 24 dias pra mostrar um novo corte. A solução!? Um suicídio consciente, Robert Barron sabia que a Harmony não tinha mais episódios de Megazone 23 e que pra completar o que a Cannon queria? Ele teria que pegar partes não usadas de Southern Cross, só que isso levava à um novo problema, Megazone 23 foi filmado em 36mm e Southern Cross em 24mm e ele sabia que o público em geral notaria a diferença de qualidade, mas resolveu ir assim mesmo e assim nasceu o filme: Robotech I: The Untold Story é foi um fracasso.

  • Depois dessa bomba (Robotech I: The Untold Story), eles decidiram "aprender" com os fracassos e estavam confiantes que o próximo produto seria um sucesso! Então resolveram dar um jeito de fazer uma animação original, trazendo o elenco antigo de Macross de volta e contando uma história continuando diretamente do Macross original. Com isso partiram confiantes que nada daria errado! Só não contavam em enfrentar uma montanha de problemas, começando com 1985 existiu! E sabem o que aconteceu? O G5 decidiu desvalorizar o dólar de propostio, o que dobrou os custos de produção, junte a isso o fato da Matchbox ao saber o custo de produção e que não poderiam usar os Valkyries, decidir em reação à isso... que iria declarar falência pra não pagar sua parte na produção e com metade do orçamento que literalmente pulou fora do barco, a Harmony Gold decidiu fazer assim mesmo, junto com o fato da Tatsunoko resolveu passar a produção pra uma filial Coreana os cuidados com a serie é o que seriam inicialmente 65 episódios, foram diminuídos pra seis e que por sua vez com o orçamento que tinham? Resolveram cancelar no terceiro episódio..., pra diminuir os prejuízos eles relançaram como um filme (diga-se de passagem foi relançado duas vezes...uma em 1988 é outra em 2002): Robotech II: Sentinels é assim nasceu um filme que não teve aprovação oficial dos criadores (só da Tatsunoko), com mais cenas tentando dar um "fim" a trama e mesmo tendo sido animado no oriente é renegado até hoje e mesmo sendo o único Robotech que não é ou uma concha de retalhos ou feito totalmente fora do Japão, é o filho feio que todos renegam (se querem ter uma ideia do desastre? O Araújo do Capslock viu ele num Video Vs Game).

  • Depois de nos anos 90 relançarem várias vezes Robotech (e de porem na geladeira Macross 7 através de um processo contra a ADV), eles resolvem relançar a serie nas Américas e Europa só com o primeiro terço que contém Macross (com uns dois episódios cortados) e alguns episódios de Macross Plus (que eles obtiveram os direitos num processo judicial contra a Tatsunoko que tentou lançar as outra series da franquia por conta própria e perdeu na justiça); aliás um desses relançamentos chega ao Brasil via Globo, CNT e Gazeta batizada como Guerra dos Planetas (só com o subtítulo ao gosto do freguês hora Robotech ora Macross), aliás pouco depois e sem muito alarde o Robotech II também chegou e se foi rapidinho..., em home vídeo no país.

  • Só lembrando, eles processaram a Fasa por um dos modelos de Macross e venceram com isso a FASA tem até hoje no catalogo graças a esse processo o "modelo" Unseen (que não podem por fotos e nem referenciar o nome...até hoje!).

  • Quando a estratégia de lançar por conta própria não deu certo, a Tatsunoko decidiu por outra estratégia, todos os lançamentos de Macross ficariam no Japão e que a Harmony Gold gastasse do seu próprio bolso pra entregar produções inéditas pra cumprir o contrato e entre uma montanha de anúncios que não foram pra frente se destaca o Robotech 3000 (que foi cancelado pela falência da produtora, mas seria a primeira serie a usar somente 3D na franquia); mas pode se dizer que nesse meio tempo se teve dois projetos "legitimamente" novos e que foram a frente: Robotech: Shadow Cronicles (que apesar de animado na Coreia do Sul, ele teve um elenco estelar de dubladores) e Robotech: Love and Live (pra ter algo que cumprisse o contrato, eles entregaram algo! Pegaram o filme de Mospeada de 1985 e mudaram diálogos...só com um detalhe fizeram isso em pleno 2013...).

  • Daí é a vez da Tatsunoko entrar na justiça contra a Harmony Gold, o processo se inicia em 2015 e uma decisão sai em 2017; os termos não se sabe muito, só vazou que no ocidente o termo Macross pertence a Tatsunoko e a Harmony Gold e eles pode usar em produtos antes do acordo (o permitiu legalmente a volta das vendas em separado do Macross Plus e do Macross Seven pela Mangá Entertainment em alguns territórios), Macrosss Plus e Seven voltaram os direitos mundiais pra Tatsunoko; também vazou que o termo Robotech é da Harmony Gold, mas que não pode ser usado pra denominar outra coisa sem ser o Macross clássico, Moespeada e Southern Cross e que caso o contrato terminasse? Ele não poderia ser mais usado e que os designs e personagens pertencem as duas empresas enquanto durar o contrato, mas caso termine? Tudo volta a Tatsunoko; o contrato dura enquanto for renovado, se não houver acordo? Daí é o fim de Robotech com hora marcada, mas deve se lebrar que teve uma renovação em 2019 e outra pra além de 2021 (a Harmony Gold fala que tem uma parceria que vai durar mais de trinta anos, como são mentirosos e adoram processar, e considerem isso um "boato" o que vou dizer esse contrato deve durar até 2023, 2024 pois nesse período vai ter alguns contratos da animação e pra direitos no cinema terminando nessa época; é isso leva ao...

  • Que impede de qualquer Macross novo após o plus possa vir ao Ocidente (ou seja nada de Macross Zero, nem de Macross Frontier e nada de Macross Delta), pois a Tatsunoko não quer abastecer a Harmony Gold com mais material pra que eles possam "destruir" a franquia e por outro lado a Harmony Gold não tem grana pra fazer algo novo por conta própria, mas tenta "movimentar" a franquia, provar que é útil e inventar novas maneiras de se manter com a franquia; ela chegou a fazer um acordo pra vender Robotech (só que agora contendo: Macross, Macross Plus e Macross Seven) com a Netflix em 2017, mas em 2019 fechou um acordo com a Funimation que deixou Robotech exclusivo dela em muitas praças (mas somente no USA por exemplo a Amazon tem tem também as series da franquia Robotech); só lembrando que a Funimation tá vindo ao país..., isso das coisas úteis, não vou nem falar dos três kickstarter fracassados que a Harmony Gold tentou pra uma mini serie, um jogo de RPG de mesa e um videogame...então no momento atual temos uma empresa, sentada numa franquia e literalmente a espera de um milagre que a salve é outra que está muito pacientemente esperando o desenrolar dessa novela....

Se quiserem saber mais dessa confusão danada o Toy Galaxy (em que você pode ver as partes 1, 2, 3 e 4) é o Otaku Pós Moderno fizeram um ótimo artigo sobre as origens da franquia e da briga e eu me baseei nos dois pra fazer essa introdução (e também peguei uns extras por aí).


E por coisas como essas acima que não temos os Macross mais novos no ocidente, agora explicado sobre o nome, as origens e a confusão jurídica tá na hora de falar um pouquinho sobre o Macross Frontier em si.


Pra comemorar os 25 anos da franquia e fazer a primeira serie longa da franquia nos 2000 foi criada Macross Frontier, pra se preparem pra tarefa, eles criaram um concurso nacional pra escolher uma ídolo é a vencedora foi Megumi Nakajima que interpretou a Ranka Lee, decidiram que a animação no Satelight (que havia feito as animações da serie de OVA Macross Zero) e chamaram o Kawamori pra supervisionar o anime.


É vamos dizer que os resultados foi um sucesso, mas recebeu criticas pesadas da mídia quanto a história, então pra ainda capitalizar no sucesso e melhorar a imagem da franquia, eles resolveram fazer dois filmes baseados no anime: The False Songtress e The Wings of Goodbye (só que esses dois filmes tem um problema que vai me fazer no futuro avaliar eles em separado, é o fato que eles diferem dos filmes resumo de sempre que geralmente aproveitam boa parte das cenas e também da trama do anime em que é baseado; aqui eles resolvem literalmente reescrever e remontar o anime interiro e fazer quase tudo do zero; a trama com isso ganha um bom direcionamento, mas se torna algo bem diferente de Macross Frontier a serie..., então qualquer dia eu junto os dois filmes em uma análise só e diferenciada).


Agora vamos ao que faz Macross Frontier interessante, falar dos seus pontos fortes e fracos; mas antes disso, só vou deixar um aviso, não vou falar do projeto dos 30 anos de Macross, pois é um projeto multimídia que envolve consertos, um jogo de PS 3 e reaproveitamento de cenas dos dois filmes, pra mim no futuro é mais prático falar dos filmes, pois no fim o projeto 30 anos e os dois filmes são bem similares.


Foi bom

  • Pra mim o maior ponto positivo da serie são os combates aéreos, tem uma ação que é excelente, rápida, sabe passar tensão e sabe impressionar, junte à isso em como as musicas se "juntam" à ação e deixam tudo ainda melhor.

  • O segundo grande ponto forte é as musicas na série, impressiona a força delas seja em cenas de ação, seja pra passar o momento e emoções dos personagem ou seja só pra contemplar o conjunto do espetáculo.

  • O elenco secundário não era uma maravilha, mas isso facilitava boas atuações serem notadas e nossa como Mihail e o Ozma Lee se destacaram na serie, e em especial no começo da serie.

  • Ainda bem que essa série foca no triangulo principal é nisso a Ranka Lee é a Sheryl Nome que dominam o anime fácil, a ligação delas com a música, a carreira, seus amores e sofrimentos foram muito bem passados na tela e a interpretação das duas dubladores é excelente mesmo em momentos que o anime dá uma caída, se a ação não te manter aqui, com certeza essas duas personagens é a interpretação delas vão te manter aqui.

  • A serie faz muito uso do recurso de 3D nos combates, usando o 2D tradicional nos cenários e as vezes combina os dois nos shows é isso ditou o estilo de fazer Macross dali em diante, visualmente esta serie é um dos melhores trabalhos da Satelight, diria até melhor que Macross Delta (que veio quase oito anos depois e derrapa um pouco em cenários).

  • A trilha sonora, as mudanças espertas de aberturas e encerramentos pra casarem com os momentos do anime foram genais (o anime tem três canções de abertura e onze canções de encerramento).

  • Aliás os duetos/duelos musicais entre Megumi Nakajima e May´n foram uma atração a parte (May´n é quem faz as partes cantadas da Sheryl Nome e como ela aproximou o tom de voz dela com relação a voz da Aya Endou que faz a voz da Sheryl, foi algo impressionante pois mal dava pra notar a diferença de tom, além de que musicalmente falando a interpretação de May´n era ainda mais impressionante; voltando ao assunto foram pouco momentos de May´n e Megumi cantando juntas, se me lembro bem foram só dois, mas todos são os mais memoráveis trechos da serie).

  • Todo o combate final impressiona e em muito na ação, musica, interpretações tudo dando o máximo de si (só dou dois poréns, mas falo depois).

Foi ruim

  • Não se precisava abusar de fan service aqui, mas tem alguns momentos que isso fica bem ruim, talvez o pior de todos é o incrível episódio em que a Sheryl perde uma peça de roupa intima é o episódio corre todo em volta disso, esse foi de longe um dos piores episódios do anime.

  • De certa forma tentaram recriar um pouco do clima do Macross original com alguém, que pilota por acidente, que vai parar numa academia e se envolve numa triangulo amoroso, só que aqui tem duas diferenças que deixam isso bem chato, o Alto (sim esse é o nome do protagonista e vou falar só dele já, já) é o quanto esse começo é monótono, talvez o que te salve desse começo é as partes que focam em Ranka e Sheryl.

  • O elenco de apoio até tem alguns momentos focados neles, mas grande questão é o quanto eles são fracos e mal escritos, frente todo o resto do elenco, eu vejo a função na história pra Klan, Luca, Leon e até pra Grace e Brera, mas o que é entregue é algo bem raso e fraco ao ponto de quase não me importar com qualquer coisa que façam.

  • Alto Saotome é um dos piores protagonistas de Macross, a motivação dele é rasa (mostrar que pode escapar de uma tradição familiar de vida no teatro, esse é o motivo dele pra ser piloto....), o design dele é o típico andrógeno que foi bem popular no início dos 2000, mas quando saiu essa serie, este "tipo" já estava saindo de moda é a serie ainda tenta usar isso pra tentar dar algum sabor a história do Alto, só que isso não o favorece, ele é um péssimo protagonista pra mim por ter motivações fracas, ser extremamente indeciso (é isso num anime sobre aviação em que um piloto tem que ser decidido e agir rápido, mas Alto é lento pra entender as coisas e pra agir, junto da talvez pior caraterística dele que é o quanto ele é indeciso em tudo principalmente no campo amoroso, ainda a serie simplesmente decide no fim que ele vai ficar com as duas (sendo que as duas garotas em todos os episódios do anime exigiram uma decisão...) e mais uma ultima coisa que não ajuda...arrotar frases de efeito não te dão carisma...

  • Dos episódios 20 ao 23 se tem uma depressão tão alongada por um drama tão forçado, causado por uma sequência de acontecimentos ruins que não ajuda em nada, só força um clichê depressivo que vai se acumulando um atrás do outro.

  • O final eu reclamo de uma coisa que se quiserem podem pular pras conclusões se não quiserem spoilers; ainda tão aí? Lá vai! O fato da Ranka ganhar poderes e curar a Sheryl quebra tudo o que a serie estava fazendo, pois tínhamos um tema de passagem do bastão, junto de o que fazer? Sabendo que você tem poucos dias de vida, é a resposta da serie é ótima com a Ranka aceitando a responsabilidade de se tornar a principal Idol da frota e da Sheryl de levar ao máximo os seus últimos dias cantando e ao lado do Alto, mesmo sabendo que ele poderia amar a Ranka mais do que a ela, mas a compensação dela e que mesmo que ela se fosse? Ele não ficaria sozinho; daí do nada a Ranka cura ela aos 45 do segundo tempo e voltamos ao ponto um lá do coimeço do anime!? Isso foi pra dar um fim feliz forçado ou pra criar um harém!? Não tem sentido nisso! E de longe foi algo que estragou e me afetou nesse final.

Conclusões


Isso aqui de certa forma surfa na mesma onde que os filmes de Transformers do Michael Bay, te entrega uma ótima ação, além de trabalhar pouco nos personagens e na história, mas ele tem três coisas além da ação alucinante que me fazem me importar, infinitamente mais com esse anime, do que com os filme do Bay.


Em Macross Frontier eu me importo com alguns personagens (leia-se Ranka, Sheryl e Mihail), a musica junto da trilha sonora e da ação que tornam as várias cenas em algo fabuloso e alguns temas em paralelo funcionam, tudo isso me fazem aqui aceitar a ação pela ação porque este anime me dá algo além da ação e me dá um diferencial que a faz memorável e interessante e poor isso dou a ela a nota 8.


Se você quer conhecer Macross? este pode ser um ponto bom de se começar, pois é num ponto "futuro" em que as coisa do passado não te deixam "tantas" amarras e te deixam "livre" de continuidade aqui (saber do passado e conhecer a franquia te fazem pescar mais rápido uma ou duas referências que se tem aqui, mas nada que a serie não te dê uma relembrada ou exposição), você vai ver brilhar três dos quatro pilares de Macross (vai "ver" e ouvir canções excelentes, ação alucinante e talvez um pouco menos o romance, só o "quarto ponto" que seria personagens fortes? Aí vai falhar um pouco).


Foi um ótimo recomeço que mesmo contendo algumas falhas graves, elas são compensadas por coisas muitas boas. É uma ótima serie de ação, também um bom ponto de se conhecer uma franquia tão rica que é Macross; mas como disse lá em cima a disponibilidade dela no ocidente é nula! Só tem acesso comprando em lojas japonesas, pra comprar o que quiser por vias legais (leia-se DVD/BD, discos e até os modelos dos aviões tudo só no Japão); mas esta serie foi um anime que chamou bem a atenção e se tem várias opções de legenda em português e recomendo procurarem um fansub chamado Anime No SeKai.

Aqui vai encontra muito fã service!
É muita ação!

Trailer

Links Uteis

Site oficial de Macross F (em japonês)

Site oficial da MBS pra Macross Frontier (em japonês)

Macross Frontier no My Anime L|ist (em inglês)

Macross Frontier guia de máquinas (em inglês)

Guia de episódio de Macross Frontier (em inglês)

Franquia Macross no Wikipédia (em inglês)

Site oficial pra franquia Macross (em japonês)

Site oficial de Robotech (em inglês)

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